Image-empty-state.png

Catarina Marques

Designer

Desde os 14 anos que o percurso de escuteira abriu caminho para o voluntariado, o trabalho de equipa e o objetivo de viver no caminho de deixar o mundo melhor do que o que encontrei, em todos os detalhes.
A surdez e a necessidade de usar aparelhos, ativou a necessidade de apurar outros sentidos, e aplicar mais sensibilidade e emoção a tudo o que toco.
Sentir, cheirar e ver mais latitudes foi a forma de aprender culturas, hábitos e modelos de vida tão diferentes dos meus.
Sempre usei os meus books/journals (moleskines) para gravar todos estes passos e dar relevo a todas as experiências que fui acumulando.
A licenciatura em Novas Tecnologias da Comunicação abriu a porta para a fotografia, o vídeo, programação, o design. Mas foi a paixão que me atirou para a ilustração quer com o lápis de carvão, quer com o digital.
Todos os processos de voluntariado a que me dediquei, escuteiros, Gap Year Portugal, GAStagus (em cabo Verde) ou Agora Aveiro, serviram para misturar esta capacidade de trabalho com a experimentação da entrega, quer em aulas a crianças delas carenciadas, quer em grupos de trabalho de intervenção nas comunidades.
Em todas fui sempre eu quem mais ganhou.
Ser voluntário não é uma forma desprendida de fazer coisas. É um compromisso de crescimento onde a responsabilidade é maior, porque a necessidade do outro lado é sempre dramaticamente real. E é uma partilha. É mesmo um modo de vida, que quero manter minha, no objetivo de sempre, de deixar o mundo um pouco melhor.