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Regina Carvalheira

Líder de Comunidade & Líder Solidária

Chamo-me Regina e nasci a 20/01/1968 em Freixo de Espada à Cinta, Trás-os-Montes. Aos 13 anos fui para uma Residência de Estudantes na cidade da Guarda onde estudei até ao 12o ano; aos 17 anos entrei na Faculdade de Direito na Universidade de
Coimbra e licenciei-me aos 23 anos. Após, ingressei no Centro de Estudos Judiciários, em
Lisboa, e segui a carreira de Magistrada do Ministério Público, tendo exercido essas
funções em vários tribunais da zona centro: Soure, Tondela, Alvaiázere, Anadia e, desde
2006, em Coimbra (onde actualmente trabalho).
Vivo em Coimbra, sou casada e tenho quatro filhos (com 28, 24, 22 e 16 anos).
Tenho dedicado a minha vida aos meus filhos e ao trabalho. Não tem sido tarefa
fácil conciliar todas as solicitações que ambas as tarefas exigem... Mas com determinação,
muitas noites mal dormidas e o mínimo de organização acho que tenho conseguido
cumprir cabalmente esses desígnios que me propus.
Entretanto, os meus três mais velhos foram-se autonomizando e saíram de casa, e
embora isso me tenha permitido dedicar mais tempo ao meu trabalho, o certo é que
experienciei o chamado “síndrome do ninho vazio”. Não foi (não é) fácil lidar com essas
perdas; é que eu sou o que se chama “mãe galinha”.
A solução que encontrei foi preencher a minha vida com actividades que me
dessem prazer, me permitissem um crescimento pessoal e me proporcionassem o contacto
com outras realidades e com pessoas que tiveram vidas muito diferentes da minha.
Assim, nos últimos anos frequentei aulas e cursos de Yoga, Biodanza, Pilates e
Inglês; colaborei com o Banco Alimentar e faço parte de vários grupos de caminheiros que
organizam caminhadas no fim de semana (já fizemos algumas caminhadas solidárias que
tiveram grande adesão). Caminhar proporciona-me grande satisfação pessoal, sobretudo
pela interactividade social que favorece e pelos benefícios para a saúde física e emocional.
Devido à pandemia a maior parte destas actividades estão suspensas, pelo que
tenho feito caminhadas sozinha ouvindo podcasts. E foi precisamente num desses
podcasts que ouvi falar de voluntariado e, como há muito sentia um apelo para “doar”
parte do meu tempo em prol dos outros.