Filmes que inspiram | 7 lições dos 7 anos no Tibete

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Filmes que inspiram | 7 lições dos 7 anos no Tibete

February 7, 2019

Podia agora fazer uma sinopse deste filme mas vou pela via mais fácil, vou indicar-te o link do IMDB para veres mais detalhes. Sabes porquê? 

 

1) O filme é já de 1997 e a probabilidade de o teres visto ou pelo menos o nome soar-te familiar até é para o elevada;
 

2) Não me interessa fazer mais do mesmo e repetir o que já existe bem catalogado.O que me motiva, e isso comprometo-me a deixar aqui para ti, são as lições que retirei deste filme e qual o livro que está por detrás. Afinal, não estamos nas Solo Adventures onde a mudança pode estar a uma história e lições de vida de distância?

 

O livro

Publicado com o mesmo título que o filme mas 45 anos antes (1952) na primeira pessoa pelo alpinista austríaco Heinrich Harrer que desafiou-se entre 1941 a 1951 em plena II Guerra Mundial e invasão militar Chinesa no Tibete (1950). Só com esta informação já consegues imaginar que o enredo seja preenchido de magníficas paisagens, injustiças, decisões, lutas internas e externas. Mais informação sobre o livro aqui a tens.
 

O filme

 

As lições

 

1. Na arte da preocupação existem pessoas que têm um doutoramento. Eu acho que já tinha pelo menos uma pós-graduação até que desisti de o fazer em demasia. Como? Sendo verdade ou mentira o filme passa um provérbio tibetano pelas palavras do Dalai Lama que diz: "Se o problema tem solução não há com que se preocupar. Se o problema não tem solução preocupar-se será em vão". A isto chamo um lose-lose, ou seja perdemos sempre mas no bom sentido porque o que perdemos são as preocupações em demasia.

 

 

 2. Ninguém é uma ilha ou para fazer melhor alusão ao filme uma montanha isolada. Quem achar que não precisa de ninguém porque sabe como fazer as coisas e até as faz muitíssimo bem está condenado ao rancor, indivualismo e frustação porque haverão sempre momentos em que vai precisar de ajuda, vai precisar de conversar e vai ter de aprender a escutar. Heinrich (aka Brad Pitt no filme) era um casmurro (=teimoso de cabeça fechada) e foi ao longo do seu percurso aprendendo que nem sempre o "Solo" das Adventures é para ser levado ao extremo.

 

3. O Dalai Lama era um jovem com uma curiosidade pelo mundo e uma maturidade surpreendente. Acredito que Hollywood tenha a mania de exagerar e manipule as personagens da forma mais comercial, mas vou fingir que continuo ingênua sobre esse ponto e manter o fascínio sobre esta personalidade. A lição é: devemos explorar outras visões e até religiões sem estigmas. Não vamos sair convertidos de algo só por querermos conhecer um pouco mais.

 

4. O Tibete enfrentou mais do que uma guerra contra o domínio inevitável da China, mas principalmente uma luta de princípios e valores. Como é uma nação que se rege sobre pilares pacifistas e isolada sobre si consegue mantê-los e ao mesmo tempo defender-se? Para quem me está a ler e é das relações internacionais: Soft Power ou realpolitik, quem ganha? Para todos: nas nossas lutas quem ganha, os nossos valores ou querermos ser ouvidos/ aceites à força?

 

5. Não julgar filmes apenas pela sua "comercialidade" (não sei se isto faz transmitir o que quero expressar, ou seja, serem filmes que agradam o grande público) e nem pelos seus actores. Sermos supreendidos é algo interessante e alguma coisa hoje em dia sempre podemos desligar e passar para o próximo episódio da nossa série preferida.

 

6. Como podemos estar tão distantes e ao mesmo tempo tão conscientes do outro e das suas realidades. Dalai Lama vivia em Lhasa e isso não o impediu de ser menos generoso para quem vinha de fora e não reduziu a sua curiosidade ao conhecimento que traziam.

 

7. Esta é simples. Tenho de colocar visitar o Tibete e subir umas quantas montanhas na bucketlist de o que fazer antes check-out (ouvi esta expressão uma vez e adorei!) final desta vida.

 

Boas aventuras,

Solo Adventurer Joana

 

 

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