Fábio e as lições de quem tem 8 casas

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Fábio e as lições de quem tem 8 casas

Quem percebe de signos do zodíaco poderia explicar isto melhor, mas já que partilho da astrologia e da amizade deste Solo Adventurer Fábio Lopes Paulos sinto-me na legitimidade de o apresentar assim: aventureiro, entusiasta, com gosto pela liberdade e pela mudança. Não sei se é tudo inventado mas certo é que estas características sagitarianas estão no Fábio, assim como 8 casas - Portugal, Turquia, Macedónia, França, Namíbia, Suécia, Suíça e Bélgica. Nem quero imaginar a taxa de IMI!

 

 

-Sinopse de uma amizade-

O Fábio não me é estranho desde 2011 quando o conheci na nossa aventura de Erasmus para Istambul. Tenho a dizer, aproveitando que vai ficar por escrito, que nutro uma empatia e grande admiração por ele. Espero que nos encontremos em breve presencialmente - esta fica como uma dica ao dito cujo. Eu e ele temos vários pontos em comum: Turquia, Relações Internacionais, ISCSP, Política, Viagens, Portugal, Sagitário, Dezembro. Já vais perceber porquê.

 

-Sinopse sobre o Fábio-

 

Sempre achei o Fábio Lopes Paulos (Lopaulos para amigos e conhecidos) bastante observador, de fácil trato e boa pessoa. De paixões tem Trancoso, Istambul, a sua gata Lopa, a fotografia e as relações internacionais - não necessariamente por esta ordem. Mas claro que ele é muito mais do que isto.

 

Nascido no frio de dezembro de 1989 em Lisboa apenas  ficou por lá poucos dias, para a troca deram-lhe Trancoso onde passou toda a sua infãncia e adolescência. Havia de regressar a Lisboa 20 anos depois (para facilitar nas contas em 2009) com o objetivo de fazer a licenciatura em Relações Internacionais no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa.

 

Desde 2011 até 2019 viveu por cada ano num país diferente e por razões quase sempre distintas. "8 anos, 8 países" - Portugal, Turquia, Macedónia, França, Namíbia, Suécia, Suíça e Bélgica. Diz que é um migrante à procura de um sítio para assentar.

 

E o que ele andou a fazer por essas casas todas?

 

Portugal é sempre a sua base entre casas estrangeiras. A Turquia foi sua durante 11 meses (2011-2012) e depois disso volta a ser casa passageira sempre que necessita obter energias extra, como o próprio confessa é "perdido de amores por Istambul".

 

A Macedónia foi onde fez Serviço de Voluntariado Europeu (SVE) na Youth Association creACTive (2014). Em França foi estagiário do Ministério dos Negócios Estrangeiros no Consulado Geral de Portugal em Paris (2015-2016). Na Namíbia fez um estágio na Embaixada de Portugal na cidade capital Windhoek (2017). Na Suécia tem o mestrado de "Global Studies" na cidade de Gotemburgo (2017-2019).

 

A Suíça é onde de tempos a tempos vai visitar parte da sua família mais próxima emigrada e onde mais recentemente participou numa escola de verão das Nações Unidas em Genebra. . Na Bélgica dentro do Centro Regional de Informação das Nações Unidas (UNRIC) estagiou no departamento de comunicação e relações internacionais (2018-2019).

 

Ufa. Estou cansada só de escrever...mas continua Fábio, continua!

 

Ainda me recordo de numa das últimas noites que íamos passar na nossa casa em Kurtuluş (Istambul) estar deitada no chão do nosso mini pátio a olhar para o que lembro como sendo o céu - mas que podia bem ser só o oleado azul que tínhamos colocado a tapar a varanda, e ao meu lado estar o Fábio e o António. Sobre o mosaico divagávamos acerca dos planos pós Turquia e licenciatura. O que é certo é que ambos os rapazes que partilhavam sonhos comigo têm vivido aquilo que em parte me lembro de ter dito que gostava: experimentar viver um pouco em vários locais do mundo para perceber onde era a minha verdadeira casa.

 

A minha casa afinal estava em mim, mas isso já são outras histórias. Fiquemos pela do Fábio e as lições que tem tirado das suas.

 

 

 

 

-Lições de Vida na primeira pessoa-

do Fábio para nós

 

1. “Keep it simple, keep the focus”

Ouvi esta frase durante uma reunião na Namíbia. Um país, como em tantos outros, onde o tempo leva o seu tempo, mas no final o que importa é ver resultados. E por vezes é mais fácil manter as coisas simples, sem complicações e sem grandes stresses. Se conseguirmos manter as coisas simples, conseguimos manter o foco. Levar a vida de forma humilde e com dedicação quer a projetos individuais, quer a projetos globais que tornem o mundo mais simples. É por isso que me identifiquei logo com esta frase, pois coisas simples por vezes criam um maior impacto, do que grandes projetos que não têm um fim à vista.

 

2. Plano B, C, D, E…

Porque não voltar ao sonho de adolescência de fazer uma viagem de mochila às costas? Ou participar de um programa de voluntariado quando voltamos a ficar desempregados? A vida nem sempre é simples como a queremos fazer, por vezes porque mudamos de ideias, outras porque temos imprevistos que não podemos prever. É por esta razão que devemos ter vários planos caso o plano principal fique pelo caminho, quer por já o termos completado, quer por acontecerem imprevistos. Evitamos assim preocupações e frustrações sobre o nosso futuro, pois temos sempre várias opções.

 

3. Quando te sentes perdido volta às raízes, e encontra-te

Um dos muitos planos pode ser regressar às origens. Por vezes perdemos o sentido daquilo que estamos a fazer e precisamos de nos redescobrir. Voltar às origens pode ser uma boa solução, também é bom para recarregar energias. Eu estou sempre a regressar às origens, o que não quer dizer que seja ao sítio onde nascemos, mas ao sítio em que realmente nos sentimos bem. Voltar a Trancoso sempre me dá um sentimento de relaxamento. Voltar a Istambul sempre me dá energia extra. Por exemplo, durante o meu mestrado, no meio de tanto stress e ansiedade dei por mim sem saber o que estava a fazer ali, mas uma visita à sede das Nações Unidas foi o click necessário que estava a precisar para encontrar de novo a razão por ter escolhido o mestrado que escolhi.

 

4. Disfruta o momento: não percas tempo, atira-te

Por vezes estamos sozinhos, mas não é desculpa para não sairmos porta fora e desfrutar o dia. Eu sei que por vezes sabe bem ficar na cama ou sofá sem fazer nada (especialmente nos dias frios de Inverno), mas não foi para isso que viemos a este mundo. Estamos cá para viver. E viver significa desfrutar de todos os momentos quer sejam passados com amigos, com a nossa cara metade ou até sozinhos. Por isso não digas que estás ocupado quando os teus amigos te convidam para sair. Quantas vezes deixas-te para amanhã o que podias fazer hoje? Sai da tua zona de conforto e enfrenta a preguiça. Vais ver que vais te sentir mais realizado e com mais motivação de experimentar novas coisas. Caso não tenhas companhia, vai sozinho à aquele sítio que sempre quiseste visitar. Não te vais arrepender!

 

5. Lembra-te dos outros, mas não te esqueças de ti

Vivemos para a sociedade. Estudamos. Trabalhamos. Socializamos. Mas por vezes esquecemos-mos de nós próprios. Pode parecer um pouco egoísta, mas se não formos nós a pensar em nós próprios não serão os outros a pensar. Por isso tira tempo para ti enquanto também dás tempo aos outros. Cuida de ti para poderes cuidar dos outros. Precisamos de encontrar um balanço nas nossas vidas que nos permita ter tempo para tudo aquilo que a sociedade nos pede e tempo para nós próprios.

 

 

Boas Aventuras,

Solo Adventurers Joana & Fábio

 

 

Sugestão de cabeceira

 

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