Fernando Branquinho, o retratista

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Fernando Branquinho, o retratista

Este artista passou do saxofone para a máquina fotográfica sempre em modo autodidata.Tem um olho para o retrato que transporta pessoas para ambientes que contam histórias. Tem feito da Margem Sul o lado certo da vida e de lá tem chegado ao mundo.

 

Sinopse de como nos conhecemos

Conheci o trabalho do Fernando através do Cláudio Fonseca (lembras-te da sua história de vida?) quando entre conversas e podcasts me recomendou conhecê-lo. Como sou muito bem "mandada" lá fui eu falar com a pessoa que te trago aqui hoje. Não me arrependo, já vais perceber as razões.

 

Sinopse sobre o Fernando

 

Nascido em Moçambique mas crescido por Setúbal onde frequentou a Escola Secundária da Amora. É do lado dessa margem do Tejo que tem mantido a sua vida e por onde desde 2013 tem o seu estúdio/ galeria na Cruz de Pau, Amora (Seixal) e desde 2018 a Escola Oficina da Imagem onde é Diretor. Pelo meio foi desde 1996 durante quase três décadas saxofonista na Orquestra Ligeira do Exército em Paço de Arcos.

 

O Fernando era saxofonista autodidata e de uma arte passou para uma outra, a fotografia. Como o fez?  Estudando muito e na base da tentativa erro. Segundo o que ele acredita " já se cresce com sensibilidades que depois se tornam nestes talentos". Hoje em dia carrega duas vezes o título de campeão mundial de fotografia pela seleção portuguesa no World Photographic Cup (2016 no Texas, Estados Unidos da América e 2017 em Yokohama no Japão), um prémio de mérito na categoria de Ilustração na competição de Fotógrafo Europeu do Ano, pela Federation of European Professional Photographer (FEP) e pela mesma federação duas qualificações de Fotógrafo Qualificado Europeu (QEP), na categoria de Ilustração em Derby, Reino Unido (2015) e na categoria de Retrato em Granada, Espanha (2015). A prateleira dos troféus já vai pesada, em 2017 ficou entre os finalistas da categoria de Moda para Fotógrafo Europeu do Ano.

 

No Seixal In conta um pouco do seu percurso profissional:"Eu toquei na banda filarmónica de Amora e estudava música. O meu professor na altura estava ligado às bandas militares e levou-me para o Exército onde fui saxofonista durante 26 anos, na Orquestra Ligeira do Exército. Mas o interesse pela fotografia e pela música apareceu ao mesmo tempo, por volta dos 13, 14 anos e ia fazendo as duas coisas em simultâneo. Havia um estudo maior na música, mas a fotografia foi sempre uma pedra no sapato, uma coisa que ficou para trás e que eu adorava; era uma paixão enorme.

 

Estive três anos na banda do Exército da Madeira, e lá comecei o meu processo de laboratório, praticamente sempre autodidata. Há uma determinada altura da minha vida em que deixei mesmo a fotografia. Nem câmaras tinha em casa, vendi tudo. Só fazia música. Estava ligado também à área de jazz e do ensino. Dei aulas durante muitos anos na Escola de Jazz do Barreiro e fundei a Escola Moderna de Jazz no Seixal.

 

Depois veio a saturação, os anos a fazer sempre a mesma coisa. Eu sentia que tinha esta coisa para exprimir. É uma coisa que tu não explicas; tu sentes que tens. Tive uma oportunidade de sair mais cedo do Exército, arrisquei e dediquei-me só a isto. Comecei a fotografar primeiro numa garagem pequena, com um teto muito baixo, toda branca. Foi uma grande escola para mim, porque é quando não se tem condições e equipamentos que se começa a tentar resolver os percalços e assim surgem as aprendizagens. Muitas das coisas que eu uso são construídas por mim, e essa aprendizagem vem daí.

 

Há uma determinada fase [da vida] em que me separei da pessoa com quem estava e foi também na altura em que sai da banda militar e comecei tudo do zero. A minha opção foi a fotografia, ou alugava um estúdio ou alugava um apartamento e eu optei por alugar um estúdio; caso contrário, não conseguiria fotografar. Na fotografia, apesar de ter feito outras coisas, tive sempre a paixão pelo retrato. As coisas foram-se desenvolvendo, felizmente houve algum tipo de reconhecimento".

 

A fotografia também o levou a editar um livro muito especial o "Profession Artiste Arte do Transformismo em Portugal", editado pela Editora Mindaffair (2013), "desenvolvido durante dois anos em sucessivas sessões fotográficas onde desfilaram trinta performers de transformismo de norte a sul do país". De acordo com a  Associação ILGA Portugal - Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual, Trans e Intersexo esta obra"pretende ajudar a desmistificar e aproximar o público menos conhecedor destes entertainers. Trata-se de um testemunho atual para memória futura, com os textos da jornalista Lia Pereira contextualizando as imagens nas mais diversas sociedades e culturas mundiais tendo em conta a sua importância e impacto social, em forma de resenha histórica até aos nossos dias".

 

Na descrição do curso de fotografia em estúdio que o Fernando leciona parei ao ler a primeira frase: "fotografamos essencialmente com dois componentes, a nossa mente e a luz “disponível” no momento". Sei que por detrás dela deve estar um rol de ensinamentos e técnicas da área, mas a minha cabeça levou-me para longe. De facto eu antes de tirar uma fotografia tenho a tendência de construir primeiro na minha mente o cenário ideal aos meus olhos antes de pegar no que tiver mais à mão para carregar e fazer "click". Como não domino as questões da luz, fico-me apenas pela primeira parte e é por isso (e talvez por muito mais) que me separo entre quem realmente é fotograf@ de quem tira umas fotografias.

 

O Fernando é mais do que um fotógrafo, ele é um especialista em retrato conceptual e fotografia ilustrativa, "revejo-me na pintura, no retrato (…) não tenho interesse em criar fotografias reais". Um retrato significa muito mais para ele pois considera que " retratar é interpretar, construir e reinventar-me em cada fotograma mas é também um ato de generosidade ao conceder uma nova versão ao outro que na maioria das vezes o próprio desconhece, ser retratista é encontrar respostas nas perguntas erradas, é estar mais próximo, é estar mais tempo é estar mais presente nos detalhes, é ir muito mais além do registo, Retratar é libertar os outros e liberdade é AMOR".

 

Quem fala assim com paixão não é gago e é impossível não passar inspiração.

 

Se ficaste curios@ ouve aqui a entrevista que o Fernando deu à Rádio Renascença com a Ana Galvão e espreita aqui o seu portfólio.

 

Deixo-te umas últimas curiosidades:

 

📸 Foi o responsável pela capa da revista da associação CAIS em maio de 2018 onde fez uma narrativa fotográfica e  fotografou o Rui Unas na perspetiva de que "não há pão para malucos"...talvez um trocadilho com o podcast "Maluco Beleza" do Lord Unas.

 

📸 Fotografou para o livro "As receitas cá de casa" do Manuel Luís Goucha porque ele também "produz imagens para publicidade, catálogo, moda e retrato".

 

Visita-o nos seus espaços:

https://www.retratista.pt/

http://oficinadaimagem.com/instructor/fernando-branquinho/

 

 

 

Ouve o podcast "Conversa" onde o Cláudio recebeu o Fernando para falarem sobre fotografia.

 

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Boas Aventuras,

Joana Feliciano & Fernando Branquinho

 

 

 

 

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