Patrícia Assis, como abrir as portas do sonho com as questões e consciências certas

Atualizado: há 2 dias

Esta história tem muitas questões, a maior parte internas mas que se respondem de forma encadeada e encantadora porque revelam sensibilidade e reflexão. A Patrícia vai fazer com que te questiones mais. Ela própria já abriu tantas vezes as portas ao sonho que traz consigo pessoas, lugares, esperanças, empreendedorismo, impacto social e organizações. E hoje, já te questionaste?


Sinopse de como nos conhecemos


Eu já tinha lido sobre a Patrícia pela sua ligação fundadora à organização SAPANA, mas estava longe de imaginar que alguém me apontaria no seu caminho. Entre sugestões bati à sua porta e desafiei-a a abri-la ainda mais para ti. Para nós.



Sobre a Patrícia


A história da Patrícia Assis começou em 1989 na capital lisboeta mas não se ficou por aí pois a própria caracteriza-se como"viajante, errante e crente", tendo "uma profunda ligação ao mundo interior". Por essas e muitas razões que estás prestes a descobrir a palavra 'inquietude' pelo mundo seja ele exterior ou dentro de si deve ser o seu nome do meio.


A Patrícia é mais das "pessoas naturais" e destesta as que "tentam ser perfeitas" porque não acredita nesse conceito de primor pleno, uma vez que aos seus olhos "a perfeição é um equilibrio momentâneo entre [o que é ser] eu mesma e o que está fora de mim. É o momento que resulta entre eu e o outro; entre eu e a expectativa; entre eu e o resultado. A perfeição dura um breve momento, em que eu e o redor exitimos em perfeita harmonia, mesmo que as partes sejam aparentemente imperfeitas".


Nos seus sonhos tem a visão de um limoeiro que há-de nascer um dia destes entre paisagens e solo fértil. Sobre sítios para alcançar ela diz que não ambiciona "chegar a nenhum lugar específico". Mas que tem "um vislumbre de onde [está] a ir: na direção de um mundo que saiba fazer melhores perguntas para compreensão de si mesmas e compreendam então também a ligação quase umbilical que temos uns aos outros".


Mas qual a razão que está por detrás de se querer indagar tanto e provocar nos outros o mesmo? Bem, a resposta está mais uma vez na crença:"Temos todos que fazer a nossa parte. Há tantos problemas no mundo, que não dá para não fazer alguma coisa".


E sobre a sua missão de vida? A resposta é complexamente simples "expandir a Consciência. Procuro verdadeiramente compreender os outros. Dentro de mim tenho tanto um espaço de contemplação, como um espaço de ação".


Sobre a morte, haverá espaço para pensar nela? "Quando morrer, gostava que dissessem que eu tentei trazer ternura ao mundo, todos os dias da minha vida".


Os seus marcos de vida

-contados na primeira pessoa-


Marco 1º


“Uma vez vi

uma menina a dançar o samba

Não era eu,

Era uma menina chamada Vanda.

... No seu vestido dançava, dançava

Rodopiava e bailava

Sem tocar no chão”


Aos 7 anos escrevi um poema a uma colega de turma. Não eramos próximas e nem sequer falávamos, mas eu quis-lhe dizer Eu vejo-te.


20 anos depois procurei pela Vanda. Nunca mais falámos e elamal me reconheceu Mas eu contei-lhe do poema e de algo que eu tinha visto, mas não sabia o quê. E expliquei-lhe que era por isso que estava ali, para pereber o que eu vi quando tinhamos 7anos. A conexão foi instântanea. E então, ela contou-me a história da sua vida que esteve guardada por trás do sorriso doce que espalhava em todo lado.


Desde esse momento, quando me observo de fora, é essa a Patrícia quereconheço: atenta à dor outro; e em busca da compreensão dos meus pares. Não sabia como, mas senti que essa seria a minha direção de vida.


Marco 2


Um dia depois da escola, quando tinha 13 anos, animada para contar as minhas aventuras de estudante, desafiou-me “mas porquê que dizes isso?”. Essa pergunta foi a minha introdução ao mundo das perguntas e ao mundo da descontrução. Tornou-se num exercício que o fui transformando com o tempo e que me permitiu desde então mergulhar profundamente em mim mesma.


Aprendi com o meu pai a desafiar o óbvio, a fazer perguntas simples mas profundas, a falar sobre a alma, a morte e a consciência, a analisar o detalhe e mête tudo isso em perspectiva.

Hoje chamam-me uma pessoa granular.


As questões existênciais foram sempre o tema de ordem à volta da mesa. Aguçou a minha imaginação, curiosidade e inquetiação.


A minha mãe deu-me a humanidade, a garra e a simplicidade. Ela ensinou-me que mesmo com medo, vai-se na mesma; que na dor somos todos iguais; que a dignidade é um direito humano básico. Aos 11 anos saiu do campoporque os meus avós não podiam pagar os estudos. Ela viu mais além, que não era ali que ela ía ser quem ela viu que podia ser. Trabalhou todos os dias, para se realizar. Fez o seu primeiro dinheiro aos 13 anos, recebeu e cuidou dos irmãos na casa que comprou, entrou na faculdade, fez o curso completo de medicina chinesa e é a pessoa mais livre que conheço. Também ela desafia o óbvio, diz o que os outros pensam e quando tem medo vai na mesma.


Tanto a minha mãe como o meu pai, não são pessoas de grupos nem de relações superficiais. Deles tirei o desancanto pelas coisas supérfluas, relações de café e pessoas pouco humanas. Quando nos vemos, falamos horas sem fio. “Nós respeitamos-te primeiro pelo ser humano que és, e depois como filha”. Cada identidade lá em casa tem o seu espaço e é à identidade que nós damos valor.

Eles deram-me espaço para me conhecer e amor para me aceitar. Talvez por não ter irmãos, o tempo que passei sozinha, foi um tempo só meu. Um tempo que me ajudou a descobrir quem sou.


Em tom de dedicatória, um dia o meu pai escreveu-me:


“És o olhar atento ora ao fluir silencioso dos dias, ora ao rugir da alma fustigada por paixões indomáveis,


És o ouvido gentil que, qual taça sequiosa, recolhe o sofrimento não declarado, a tímida esperança insegura num mundo totalmente prosaico e egoísta, a momentânea confusão do espírito assediado por golpes do destino, ilusões canelmente desfeitas, setas venenosas e gestos enganadoramente inocentes.


És a mão delicada que sente a fragilidade da flor àvida de atingir a sua plenitude de cor e perfume, estremecendo contudo de terror num mundo hostil.


És o olhar que descobre, o ouvido que escuta,e a mão que segura.”


Pai


Marco 3


Durante mais de 10 anos estudei piano no conservatório. Um instrumento solitário e virado para dentro. Foram anos em que desenvolvi sensibilidade, foco, e estética, para se opor ao meu lado racional. O meu mais recente caminho...


Aos 16 continuava assombrada pelo ímpeto de mudar o mundo. E a música teve que ficar em segundo plano, quando eu achava que me devia tornar uma pianista, porque para mim era o óbvio. Esse foi um passo dificil pois tinha que libertar-me do que sempre fez parte de mim.


Quando entro na faculdade aos 18 anos para gestão, abre-se um mundo virado para fora. Fiz parte de quase todas as organizações da faculdade: AIESEC, Orgãos Sociais e associação de Estudante. O que é que há mais? Conhecia toda a gente e tudo que era iniciativa, lá iam eu.


Na busca do tal horizonte que me ia guiando desde o 7 anos, mas que não sabia qual. Acabo a universidade no ultimo semestre em Pequim na China. Esse foi um momento fulcrual pois relembrou-me que o que eu gosto é mais de mundo do que outra coisa. Que onde me sinto bem, é no estranho. Que onde me sinto em casa, é no desconhecido. Que o diferente, lembra-me o quão iguais somos. Tentei arranjar emprego em Hong Kong, mas tinha muito pouca experiência. Voltei um ano para Portugal, e arranjei emprego.


Marco 4


Entre 2011 e 2012 há dois momentos que mudam a minha vida.


Em 2011, conheci hoje uma mulher, hoje em dia uma das minhas melhores amigas,.Enuma conversa rápida, apercebemo-nos que ambas tínhamos vontade de fazer diferente, abanar crenças e fazer algo pelo mundo.


Apesar de ter estudado gestão, eu sabia que esse não ia ser o meu caminho. Eu queria trabalhar no mundo de impacto social, mas não sabia como. Eu sabia que queria trabalhar o desenvolvimento de pessoas em contextos vulneráveis. Mas até então tudo o que encontrava não ía bem de encontro ao que eu gostava de fazer, por outro lado para chegar à ONU era um caminho que eu na altura via quase como impossível. No meio de uma crise económico, duas miudas sentadas no café acharam que o tava a faltar às pessoas era a capacidade de se reinventarem no novo contexto. E assim lançamos a SAPANA – uma organização que desevolve pessoas para a sua auto-sustentabilidade (prisões, bairros, desemprego, empresa). Hoje, sou “presidente” da associação e gestora de um projeto.


Em 2012, combinado com o namorado na altura decidimos nos mudar para a Holanda, porque eu continuavaansiosa em sair de Portugal. Entretanto, a nossa relação não continuoe eu acabei por me mudar para a Holanda sozinha. O plano mudou radicalmente. Eu já não tinha onde ficar e não conhecia praticamente ninguém. Resumindo, mudei de casa 7 vezes durante um mês e meio, fiz limpezas no hostel que recebia refugiados em troco de estadia e o meu primeiro emprego foi em vendas. No meu terceiro dia em Amesterdão, a caminhar pelos canais dei por mim a pensar “Sinto-me em casa. Daqui não vou sair. Isto vai ou racha!”. E foi o que aconteceu, passado 8 anos ainda cá estou. Passado mês e meio, encontrei emprego na Tommy Hilfiger no Departamento de procurment e passado quase 3 anos fui trabalhar para a NIKE no departamento de Supply Chain.


Trabalhar na NIKE foi das minhas maiores escolas, a par com a SAPANA. O que eu queria era aprender as melhoras práticas do corporativo, para trazer para o mundo de impacto. Mas eu continuava com sede de mundo.


Marco 5


Foi então em 2017 que decido deixar a NIKE para ir viajar para a Ásia e América do Sul. Não tinha nenhuma data de volta, mas inicialmente pensei em viajar durante 3 anos...


Tinha três objetivos para esta viagem:

  1. ficar aborrecida;

  2. fazer um documentário sobre crenças e amor;

  3. fazer consultoria social a ONGs.

Podia ter ficado mais aborrecida, o documentário ficou-se só pelo início e fiz consultoria de impacto em 9 organizações.


Conhece abaixo o seu vídeo que documenta o seu início de viagem e segue aqui o seu blog para a acompanhares mais de perto.


Mesmo antes de ir, conheci uma rapariga, a Madalena que se juntou comigo ao início. Viajámos durante pouco tempo juntas, porque ela decidiu ir para a Austrália, eu continuei a viajar sozinhar, conheci o amor da minha vida e o resto é história.


Voltei em 2018 e esta viagem mudou-me profundamente, viagem que ainda estou a digerir.

A volta foi muita mais difícil que a ida. Ir foi o passo mais fluido que fiz até hoje. No momento que aterrei em BKK (Suvarnabhumi Aeroporto, Tailândia), pensei para mim “tava a ver que nunca mais. Agora sim, é aqui que é para eu estar”. E esse sentimento permaneceu por quase um ano e meio. Voltei para vir assumir o papel de responsável da SAPANA entre 2018 e 2019.


O passo que dei em 2017 não foi sair da NIKE, ou ir viajar. Mas tornar-me empreendedora social e dedicar todo o me tempo ao no mundo de impacto full time. Esse era o meu maior medo. Com essa decisão, vieram muitras outras.


Em 2017 quando me despedi, estava a dar o meu grito do ipiranga. Queria viver a minha escrita, passar a minha mensagem ao mundo, aprofundar a minha consciência, trabalhar em impacto, ler à quarta e trabalhar ao sábado. Queria viver a Patrícia que se andava a construir, mas a esconder. E tornar-me naquilo que já sabia que era. Faltava a coragem. A viagem confirmou-me o que eu conhecia dentro de mim. Tornei-me numa pessoas mais calma, ainda mais atenta, mais calada e mais confiante.


Em 2019 recuei da posição de directora da SAPANA, porque eu tinha voltado para viver a minha mensagem. E em 2020 lancei o meu programa de coaching para impacto – Achieve2Sustain - e - e lancei a minha empresa social Ant.Element.


Ant.Element tem a missão de encorajar cada índíviduo a resolver um problema para a sociedade. Surge após a minha visita às 9 organizações durante a viagem. Prometi muitas coisas às pessoas que conheci, mas sobretudo prometi o meu compromisso em estar ao lado deles. Pela relação de amor de criámos. Porque eu sou verdadeiramente apaixonada por pessoas visionárias.


A minha devoção e contributo vai para pessoas que têm a capacidade de criar o imaginário e ver o que os outros não conseguem imaginar. Eu sou pelos anónimos que andam a mudar o mundo, que preferem permanecer no silêncio da sua humildade. A esses eu prometi fazer o que sabia.


A Ant.Element faz consultoria, investe e implementaprojetos de impacto de longa duração. Mas o que nós queremos mesmo dizer é tudo o que fazemos “affects de flow” e é nossa obrigação como seres humanos de fazer algo pelo mundo, por mais pequeno que seja. Porque mudança não é sobre nós, mas sobre o outro.


Imaginem se cada um de nós está comprometido em resolver um simples problema? Isto é a Ant.Element. Inspirar e dar a mão as pessoas que querem contribuir positivamente para a sociedade.


Achieve2Sustain é um programa de coaching para impacto – pessoas que querem alinhar a sua identidade com contribuição para o mundo. É um passo antes da Ant.Element. Pessoas que querem viver a sua identidade, alinhar o que são com a contribuição para o outro, conhecerem-se e aprender a fazer as perguntas certas para si mesma.


Estes dois projetos saíram de forma óbvia, sendo o somátório das minhas crenças e experiências vividas. Era para esta Patrícia que eu me despedi em 2017.


Dizem que as pessoas quando viajam voltam diferentes. Algumas sim, outras não. Dizem também que as pessoas mudam fisicamente, até há estudos sobre isso.


Fisicamente, sinto ligeiras diferenças. Mas esta viagem mudou-me profundamente. A digestão ainda estou a fâze-la, onde a materializo no meu blog e na Ant.Element.


Tornei-me mais mais calada, e mais confiante do que sempre viveu dentro de mim. Isso foi o que a viagem me trouxe. Tornei-me mais confiantes das minhas ideias e das minhas visões em relação ao mundo.


Por todos os sítios por onde passei, fui-metransformando lentamente. Uma transformação subtil e invisível, que não fui capaz de exterioriar até recentemente.


Hoje sinto que vivo a minha identidade. É um processo longo, mas felizmente sempre tive o vislumbre da pessoa que sou.


Eu adoro poesia, conversas de profundidade, viajar com tenda, ambientes desconhecidos, música, muita música. Gosto de mergulhar no húmus das culturas, nas crenças dos humanos e nas pessoas aparentemente estranhas.


Emociono-me quando vejo pessoas que querem mudar o mundo e também naquelas que se sentem sozinhas. Faço uma vénia aos visionários.


Acho que o meu lugar de descontrução profunda, ativa-me ação. A compreensão dos outros e do mundo, da minha perspectiva, cria em mim um sentido de responsablidade muito aguçado.

E eu não me quero deitar na cama à noite e não fazer o melhor que sei.

“Estou a fazer o melhor que sei?”, é a pergunta que me faço diariamente.




E depois desta partilha na primeira pessoa da Patrícia, questionamos-te a ti que lês: estás a fazer o melhor que sabes?



Podes seguir a Patrícia na sua conta de Instagram pessoal e/ou da ant.element aqui.

Também a vais encontrar no workshop "A Arte de fazer boas perguntas" do Seekers Club aqui.




Lições de vida

-da Patrícia para nós-


Crenças/Lições que tirei para mim


1ª Lição – A mudança é lenta, invísivel, e complexa

A mudança é um caminho. Podemos criar projetos exímios com o objetivo de criar o maior impacto positivo possível, mas o que criamos pelo caminho quando implementamos esses projetos é difícil de ser medido.


Mudanças sustentáveis, nascem no interior de cada um.


Não se pode mudar os hábitos de uma comunidade, os vícios de um grupo, se cada indíviduo não se transforma sustentávelmente.


A mudança é aquilo que se cria intencionalmente e não intencionalmente. Pelo caminho vamos deixando partes de nós nos outros; quem nós somos, aquilo que dizemos e a forma como fazemos deixam nos outros uma semente. Para implementar uma solução ou uma ideia, temos primeiro que preparar esse caminho. E esse é o caminho da mudança, é aquilo que criamos e deixamos nesse caminho que permite fazes maiores ações.



2ª Lição –O problema de um é o problema de todos

Com as temáticas do ambientais e de justiça social já se tornou óbvio como temos mais impacto nos outros do que aquilo que queremos aceitar. Como é que a decisão que eu tomo hoje, afeta o meu vizinho, o meu colega de trabalho, uma criança do Cambodja, os recifes de corais nas Filipinas ou a floresta da Amazónia?


O que estou a criar, quando tomo uma decisão?


Se estamos de tal forma conectados e co-existismos com a humanidade, então isso deve-se estender no compromisso que temos com os outros, mesmo que os outros sejam estranhos.


Estamos neste mundo para ajudarmo-nos uns aos outros. O caminho de cada um é um processo solitário, mas partilhar caminho é um ato de amor, generosidade e consciência.


3ª Lição – Auto-consciência é o caminho para sociedades sustentáveis

Um indíviduo, independente do seu contexto, é o elemento capaz de gerar de mudança. Uma pessoa, é o centro e o reponsável de decisões sustentáveis. Quanto mais tivermos ser humanos conscientes, melhor e mais sustentáveis serão as nossas comunidades. Decisões que vão desde da forma como trabalhar, como tratamos as nossas crianças, o que comemos, o que fazemos com as nossas gerações mais velhas, no trato com o nosso circulo familiar. Para que uma comunidade cresca e se desenvolva sustentávelmente, é preciso que todos os seus indíviduos sejam auto-suficientes.


4ª Lição – Vivemos mais no mundo das perguntas do que no mundos das respostas

Vivemos num mundo diverso, complexo, recheado de histórias, realidades, culturas, e formas de estar. Pessoas que têm tanto de nós, como têm dos outros. Por vezes sentimo-nos tão irmãos, e outras vezes tão aliens.


Cada coisa tem a sua história e explicação própria, o que serve aqui, dificilmente servirá noutro lugar.


No processo de auto-desconstrução e compreensão do outro, deparo-me com uma teia de perguntas que me só me fazem ter mais perguntas do que respostas. O conjunto de respostas ajudam-nos a viver, dão-nos direção, dizem-nos como o mundo o nosso mundo funciona. E isso facilita em definir direções.


No entanto, sinto que muitdas das resposta são precárias e limitadas, pois explicam somente algumas realidades.


No mundo em que vivemos, parece que temos uma chave que abre tudo. Parece que há respostas que o mundo nos dá que explicam o mundo em que vivemos. Eu decidi só acreditar em metade. Ainda que sejam esclarecedoras, poderosas, e até mesmo satisfatórias, levanto sempre a questão “o que é que eu ainda não estou a ver?”.


5ª Lição – As boas perguntas nascem da capacidade de sermos curiosos

Nos contextos onde trabalho muitas pessoas me perguntam, como se fazem boas perguntas? Qual é o truque? Como se faz aquela pergunta transformadora?...


Porque que queremos fazer uma pergunta? Porque temos curiosidade. A curiosidade é o melhor caminho para termos respostas com qualidade. Para chegar àquela resposta certa, naquele exato momento, há um caminho de outras perguntas que tem que se trilhar. Há perguntas certas, em determinados momentos que podem ser as melhores perguntas agora, mas amanhã já não fazem sentido.


Querer compreender verdadeiramente uma realidade, é a forma mais honesta de ter informação.



Boas Aventuras,

Joana Feliciano & Patrícia Assis