Descobri o que gostava de fazer para o resto da minha vida. E agora?
Hoje conto-te parte da minha história que se toca com parte de muitas histórias de changemakers (i.e. agentes de mudança). Esta inicia e continua na portuguesa organização não governamental para o desenvolvimento WACT - We Are Changing Together.
Joana Feliciano 2018 Joana Feliciano 2018 Joana Feliciano 2018
Bairro Padre Cruz 2018
Em 2015, um ano depois de regressar da minha primeira missão para São Tomé escrevi isto:
Dei por mim feliz numa aventura daquelas que nos mudam a vida, abrem os olhos e nos trocam as voltas.
Há precisamente um ano atrás (2014) eu aterrava na terra que viria ser minha por 1 mês e meio fisicamente, mas para sempre ao nível do coração e mental: São Tomé e Príncipe.
Tenho a dizer-te que durante os 6 meses antecedentes a esse tinha dado o meu melhor na construção de um sonho original de empreendedorismo social, numa área diferente da minha e com um público diferente ao que estava habituada a lidar. Com duas pessoas fantásticas na equipa fui construindo um projecto para crianças com e sem necessidades educativas em 3 comunidades no interior da ilha.
Agora tu dizes: mais uma daquelas sonhadoras, meio ingénuas com a mania de querer mudar o mundo, a achar que a vida é fácil e isto basta querer... Hm, obrigada. Também já pensei nisso, mas não. Acredito na mudança, nas capacidades (boas ou más) das pessoas e acredito que mudar o mundo faz-se tocando num pouco do mundo dos outros - mesmos naqueles mundos completamente diferentes do nosso.
Sou uma sonhadora mas praticante. Daquelas que sabem que o trabalho tem de ser feito e que mesmo por vezes sem disposição o que tem de ser tem muita força.
O que me fez escrever a frase que intitula este texto foi o percurso, não só deste voluntariado porque não foi o primeiro, mas sim de tudo o que já fiz até a este momento na minha tenra vida e que culmina agora na introspecção do que esse conjunto de oportunidades me proporcionou.
Uma pessoa caminha querendo encontrar nem que seja debaixo de uma pedra o sentido da vida, e foi sobre esse mesmo pensamento que me debrucei. Não, não o descobri... mas na humildade da minha descoberta vi que um dos sentidos, mesmo que não seja o final, terá que passar pela área da cooperação e desenvolvimento.
Ufa!- suspiro dizendo que sabe tão bem quando achamos que encontrámos um objectivo fixo no qual nos podemos concentrar e delinear a táctica da vida. Isto porque conseguindo visualizar a meta, a trajectória até lá torna-se mais desafiante e inspiradora. Agora é trabalhar, trabalhar e trabalhar...pela minha e nossa mudança!
Para os que gostavam de ficar a conhecer um pouco mais do projeto que me levou até à ilha:
Mas 5 anos passaram e muito aconteceu na minha vida, contudo houve sempre um elemento que se tem mantido, a WACT. Relendo as minhas palavras vejo que o que essa Joana de 22 anos dizia parece que maturou no que esta Joana de 27 acredita.
Desde 2014 que continuei a vestir a camisola da WACT. Fui coordenadora de projetos do programa Spirit, fiz mentoria de projetos de empreendedores sociais na Incubação, coordenei voluntários e representei a organização novamente em São Tomé no ano de 2016. Desde esse ano que estou na direção desta ONGD e 2019 é o último de mandato, mas certamente não de aventuras na WACT e no mundo do Terceiro Setor.
Enquanto não vos conto mais nada do que ainda aí vem convido-vos a explorarem os vários projetos em Portugal e em São Tomé e Príncipe desta organização e quem sabe a tornarem-se como eu numa voluntária que veste a camisola!
Boas Aventuras,
Solo Adventurer Joana






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