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Reconhecer Green Flags

Atualizado: 27 de dez. de 2021

Antes de começar aquilo que é, efetivamente, a exposição de ideias a que esta crónica se destina, é preciso reforçar que o seu título não está equivocado, nem tem o intuito de induzir em erro. Digo isto porque são muitíssimas mais as vezes em que se fala de “red flags”, ou, traduzindo, “bandeiras vermelhas” do que aquelas em que mencionamos as “green flags”. Talvez isso, por si só, nos faça refletir um pouco sobre a forma como diariamente encaramos o mundo.


Seja como for, as chamadas “red flags” reportam-se à ideia de perigo, como se se tratassem de pequenos sinais de alerta de que algo não está bem e que, por isso mesmo, não devemos ignorar.


Por sua vez, as "green flags" são precisamente o oposto. Traduzem-se em elementos para os quais devemos prestar atenção, pois são indicadores de que estamos no caminho certo, seja qual for o destino final.


Por exemplo, quando analisamos a relação que temos connosco próprios, cabe-nos atentar nas seguintes green flags:

- Não nos compararmos com outras pessoas;

- Aceitar as nossas vulnerabilidades;

- Respeitar os nossos timings e limites;

- Não tentar quebrar a nossa identidade para encaixar em determinados padrões;

- Ter tempo para estar a sós;

- (…)


Mas numa era em que os aspetos negativos parecem ter maior destaque, como é que devemos agir para nos focar nas green flags?

Em primeiro lugar, o essencial será tentar manter uma visão o mais ampla possível da situação em questão, como se assumíssemos o papel de terceiro imparcial.

Caso isso esteja ao nosso alcance, também poderá ser benéfico pedir o auxílio de um amigo ou familiar, já que, geralmente, quem está de fora tem mais propensão para dar uma opinião menos tendencial.

Além disso, identificar green flags não significa ignorar o que está errado. Pelo contrário, podemos utilizar os sinais de alerta negativo como ponto de partida para trabalhar e tentar corrigi-los.


Como em qualquer percurso, nas várias fases da nossa vida, vamos encontrar um misto (por vezes não equilibrado) de negatividades e pontos positivos. Importa, por isso, não os ignorar, seja qual for a sua natureza: se por um lado não devemos focar-nos apenas nas coisas menos boas, por outro devemos saber reconhecer os vários aspetos positivos.



Vemo-nos no próximo nível?



Beatriz Bernardo




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