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Um segundo congelado


Uma crónica sobre o pânico


“Entro em pânico só de pensar em….”,“Quando percebi que…. Entrei em pânico”., “Não consegui reagir/pensar/falar, porque entrei em pânico”, “Aconteceu tudo tão depressa, congelei e entrei em pânico”.


Medo, pânico e ansiedade. Sentimentos que todos nós já dissemos sentir. Sentimentos que todos nós já ouvimos dizer que foram sentidos. Todos nós conhecemos alguém que os experienciou.

Numa época em que cada vez mais se apela à consciencialização da importância da saúde mental, a Solo Adventures decidiu descortinar este tópico no dia em que Internacionalmente se assinala esta efeméride. Para tal, contámos com o apoio da Psicóloga Joana Alves que utiliza as redes sociais como ferramenta para elucidar sobre hábitos e rotinas para uma mente sã.


A sensação de pânico é avassaladora. Um sentimento esmagador e sufocante de medo e ansiedade. Sendo, aliás, muitas vezes confundido com esta última.

Esta confusão deriva do facto do pânico ser uma perturbação de ansiedade, no qual ocorrem crises inesperadas de desespero e medo intenso.



Segundo a psicóloga Joana Alves “nos ataques de ansiedade, a intensidade é gradual, aumenta ao longo do tempo, é possível identificar a situação que a despoleta e apesar de também ser perturbador, a sua intensidade pode ser de leve a grave.”

A estes sentimentos somam-se sintomas físicos. Segundo a psicóloga Joana, o ataque pode vir acompanhado de pensamentos como “vou desmaiar”, “vou ter um ataque cardíaco”, “vou morrer”, entre outros. As crises podem ocorrer em qualquer lugar, contexto ou momento, durando em média de 5 a 20 minutos.


Alguns ataques de pânico são desencadeados por um estímulo específico: uma pessoa com fobia de cães, por exemplo, pode entrar em pânico ao deparar-se com um. Contudo, é necessário frisar que nem sempre existe um fator aparente que desencadeie um ataque deste género.



Como poderei identificar um ataque de pânico?

A psicóloga Joana refere, numa das suas publicações, que nos encontramos num ataque de pânico quando identificamos pelo menos quatro dos seguintes sintomas:


  1. Batimentos cardíacos acelerados;

  2. Suores;

  3. Tremores;

  4. Dificuldades em respirar;

  5. Sensação de asfixia;

  6. Incómodo ou dor no peito;

  7. Náuseas ou mal-estar abdominal;

  8. Tonturas ou sensação de desmaio;

  9. Frio ou calor;

  10. Dormência;

  11. Sensação de sentir-se desligado de si próprio;

  12. Medo de perder o controlo;

  13. Medo de morrer;


Consequentemente, quando experienciado um ataque de pânico, geralmente, vive-se assombrado pela preocupação de futuros ataques ou sobre as suas consequências. Esta inquietação gera uma alteração de comportamento. Quem sofreu um ataque de pânico tende a evitar colocar-se em situações ou ambientes relacionados com ataques anteriores.

Esta inquietação é denominada síndrome de pânico e resume-se em “o medo do medo”.

A psicóloga Joana disponibilizou algumas dicas sobre como agir quando presenciamos um ataque de alguém:

  1. Acolhe a pessoa com empatia, escuta-a e dedica 100% de atenção ao que está a dizer;

  2. Se possível, leva-a para um lugar mais tranquilo e seguro;

  3. Tenta mudar o foco de atenção: podes sugerir-lhe que se concentre num objeto e o descreva;

  4. Utiliza técnicas de respiração e relaxamento muscular;

  5. Fala de forma tranquila e evita utilizar expressões como: “existem coisas piores na vida, isso não é nada”, “tem calma”, “isso são coisas da tua cabeça”, “estás a exagerar”. Em vez destas, pode ajudar perguntar:

- Queres ir para um lugar tranquilo?

- Como te posso ajudar?

- Conta comigo para o que precisares;

- Está tudo bem em te sentires assim;

- O que costumas fazer nestas situações e que ajuda?


Por fim, importa fazer entender que existe solução para os ataques. Através de acompanhamento psicológico adequado e de terapia, tem-se acesso a ferramentas que ajudam a lidar com futuros ataques.

Em caso de necessidade, existem linhas telefónicas direcionadas para o apoio psicológico, tais como o Serviço de Aconselhamento Psicológico do SNS24: 808 24 24 24.


Podem também espreitar as páginas da Psicóloga Joana:







E se o stress faz parte do teu dia a dia, junta-te a nós e aprende métodos para o combater !










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