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Do ser e do andar por aí...

Procura-te...!


Acredito na diferença entre o ser e o andar por aí, como um termostato que nos vai alertando: “ouve-te bem”; “olha-te bem”; “sente-te bem”. Aceita a diferença entre o andar por aí e o existir de facto. Palpita-te e revolta-te todos os dias; atira para dentro de ti mundos e fundos, sabores e dissabores, atira tudo! Depois, tudo bem misturado e devidamente coado pelo coração e pela razão, atira-te ao resultado…


Esse resultado que és tu, todos os dias pessoa nova e diferente, diz-te, na verdade assim: existes, de facto; cresces a olhos largos; remanesces apenas no que te é próprio; sentes-te, tocas-te, cheiras-te, chocas-te, revoltas-te, abasteces-te; és tu, de facto.


Depois, há que saber o que fazer com a novidade que és tu. Se, de repente, te pareces outro ou outra, rebola nesse novo conhecimento e regozija-te nele; se, por outro lado, pareces igual, acredita que é porque o crescimento é lento. Acredita que existes, de facto.


Sempre que te debateres com caminhos ziguezagueantes, continua a acreditar que é a vida a querer-te noutros trilhos e noutros sentires. Há a diferença – sempre – entre o deixar-se ir por aí e o ser-se aqui, a toda a hora e a todo o sentir.


Envolvendo angústia e medos, continua a acreditar que o trilho é o certo. Saltos e sobressaltos farão parte do caminho, como quando somos crianças e caímos uma e outra vez. Paramos por aí? Não o fazemos. Levantamo-nos, rimos ou choramos até vermos um olhar que nos sossega de que está tudo bem e continuamos. Apostamos de novo, persistimos; somos tenazes na nossa busca e na nossa procura.


No trilho do andar por aí para o ser, ACREDITA! Acredita sobretudo em ti; no teu potencial; no teu todo; na tua unicidade, máxima última para a liberdade, mas também para o palco da diversidade. És uma peça fundamental que acaba por se encaixar, não porque se molde ao puzzle, mas, pelo contrário, porque és a peça que falta nele.


Há sempre algo que nos assalta e que nos comprime, mas há também os momentos que nos sossegam e aconchegam, que nos garantem que a nossa existência é válida e que ruma à melhoria e à continuidade, se bem que, muitas vezes, descontínua. Termostato de nós próprios, a vida acontece-nos, com altos e baixos, com fraquezas e forças, com ondas de sabor e dissabor, mas persistamos com tenacidade e força nos trilhos do ser.


Amanhã poderás ser outro ou outra, mas procura-te!


Palpita-te e revolta-te todos os dias; atira para dentro de ti mundos e fundos, sabores e dissabores, atira tudo! Depois, tudo bem misturado e devidamente coado pelo coração e pela razão, atira-te ao resultado…






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